Posted in Filmes by Carlos Eduardo Hock Selhorst on 27/Maio/2009

Há muitos anos curto um bom filme de terror. O primeiro que me recordo ter assistido foi A Catedral, filme que nunca mais encontrei e que guardo lembranças aterrorizantes. Claro que outros filmes, mais clássicos, também me perturbaram bastante durando minha infância, como o Cemitério Maldito e A Colheita Maldita. Mas o filme que venho indicar aqui hoje não é bem um terror, mas mesmo assim tem boas chances de ser um clássico. Sabe aqueles filmes que querem ser tão aterrorizantes e “reais” (se é que isso passa pela mente dos produtores) que chegam a ser absurdos e extremamente engraçados? Pois então, Død snø, ou Dead Snow em título internacional e sem definição no Brasil, é um desses.
Eu sou muito mais fã do cinema Terrir do que o de Terror para falar a verdade e Dead Snow não fica devendo a nenhum dos clássicos desse gênero que já revelou, só pra contar um caso, o diretor Peter Jackson. Sim, para quem não sabe, Jackson tem um passado negro que agrega alguns clássicos do “terrir” como Fome Animal e Náusea Total antes de impressionar o mundo com o Almas Gêmeas e os superbadalados Senhor do Anéis e King Kong. 
Dead Snow, o longa que vem lá das terras geladas da Noruega,  é um filme que surpreende com algo além de um bom clássico do “terrir”, possui uma excelente trilha sonora com muito rock norueguês, locações escolhidas a dedo, atores com facetas cômicas impagáveis, um ritmo envolvente e um roteiro que tira do chapéu um final apoteótico e engana o expectador com relação a quem vive e quem morre no filme (uma das brincadeiras que os filmes de terror nos propõe).
A história é um show a parte. É surpreendentemente inusitada e posteriormente engraçada. Se você quer ver um filme com muito sangue, cenários bonitos, sustos, jovens alegres, muito rock e zumbis nazistas, essa é a melhor opção! Vale a pena conferir, garanto! Eu não via nada tão trash e divertido desde Black Sheep.

Há muitos anos curto um bom filme de terror. O primeiro que me recordo ter assistido foi A Catedral, filme que nunca mais encontrei e que guardo lembranças aterrorizantes. Claro que outros filmes, mais clássicos, também me perturbaram bastante durando minha infância, como o Cemitério Maldito e A Colheita Maldita. Mas o filme que venho indicar aqui hoje não é bem um terror, mas mesmo assim tem boas chances de ser um clássico. Sabe aqueles filmes que querem ser tão aterrorizantes e “reais” (se é que isso passa pela mente dos produtores) que chegam a ser absurdos e extremamente engraçados? Pois então, Død snø, ou Dead Snow em título internacional e sem definição no Brasil, é um desses.

Eu sou muito mais fã do cinema Terrir do que o de Terror para falar a verdade e Dead Snow não fica devendo a nenhum dos clássicos desse gênero que já revelou, só pra contar um caso, o diretor Peter Jackson. Sim, para quem não sabe, Jackson tem um passado negro que agrega alguns clássicos do “terrir” como Fome Animal e Trash – Náusea Total antes de impressionar o mundo com o Almas Gêmeas e os superbadalados Senhor do Anéis e King Kong

Dead Snow, o longa que vem lá das terras geladas da Noruega,  é um filme que surpreende com algo além de um bom clássico do “terrir”, possui uma excelente trilha sonora com muito rock norueguês, locações escolhidas a dedo, atores com facetas cômicas impagáveis, um ritmo envolvente e um roteiro que tira do chapéu um final apoteótico e engana o expectador com relação a quem vive e quem morre no filme (uma das brincadeiras que os filmes de terror nos propõe).

A história é um show a parte. É surpreendentemente inusitada e posteriormente engraçada. Se você quer ver um filme com muito sangue, cenários bonitos, sustos, jovens alegres, muito rock, sexo e zumbis nazistas, essa é a melhor opção! Vale a pena conferir, garanto! Eu não via nada tão trash e divertido desde Black Sheep.

Motivos para assistir Dead Snow:

1) Filme trash e muito engraçado;

2) Roteiro surpreendente;

3) Rock norueguês;

4) Zumbis nazistas;

5) Muito sangue.

Posted in Filmes by Carlos Eduardo Hock Selhorst on 21/Maio/2009

Motivos para assistir V de Vingança:
1) História atemporal e bem elaborada;
2) Mensagem do filme;
3) Atuação de Hugo Weaving;
4) Figurino impecável;
5) Trilha sonora.

Sim, demorei um bocado para assistir V for Vendetta, ou como é chamado no Brasil, V de Vingança. Não porque eu não tenha me interessado pelo filme na época em que foi lançado, pelo contrário, logo no meu primeiro contato com esse longa eu senti que deveria vê-lo. Quando vi o trailer de V de Vingança no cinema, enquanto aguardava o início de Espíritos – A Morte Está ao Seu Lado, disse para minha namorada: “Vamos assistir? Parece legal”.

Não consigo explicar o motivo para não tê-lo visto antes, mas tudo isso é irrelevante. Enfim assisti e não me arrependo nem um pouco de esperar tanto tempo. A mensagem passada pelo filme, e que gostaria de ressaltar como parte fundamental da trama, é como um vinho, só melhora com o tempo. Parece que a mensagem, que no filme já é dada como antiga, só fica cada vez mais atual e verdadeira com o passar dos dias.

Sei que o longa é baseado em uma história em quadrinhos, mas como não fui uma criança vidrada em quadrinhos além dos traços simples de Mônica e sua turma, nunca tive contato com as páginas de V de Vingança. Mas isso não foi problema para mim e acredito que não seria para ninguém que não tenha tido esse contato com os quadrinhos. Acredito que o mérito disso seja da tal mensagem que falei anteriormente e que prefiro deixar para que vocês descubram ao assistir o filme.

A trama do filme é simples: em meio a um mundo de mentiras, alienação e abuso por parte do governo, um homem decide dar fim ao império dos porcos com as próprias mãos começando uma revolução. Na verdade ainda não estou certo quanto a quem V decide atingir, o governo ou o povo. Posso interpretar a luta de V como uma tentativa de unir a população e fazer com que ela faça a revolução. Como toda história de ficção, podemos ter inúmeras interpretações de um mesmo texto, por isso deixo ao critério de cada um que se crie sua versão da história.

Tecnicamente o filme é muito bom. Os efeitos especiais são bem feitos, o figurino é um show a parte, a trilha sonora é ótima e a atuação do elenco é muito convincente. Vale dar um aplauso extra para Hugo Weaving, intérprete de V, que mesmo mascarado o filme inteiro conseguiu extrair do personagem um plus ao longa. Natalie Portman também estava muito bem, e a vontade, no papel de Evey, a aspirante a revolucionária e personagem de importância ímpar à trama. Evidentemente que parte do mérito à boa atuação do elenco em V se dá ao trabalho do diretor James McTeigue. A parceria entre direção e elenco deu certo!

Enfim, V de Vingança é um filme muito bom e com uma trama que não envelhece. Perfeito para assistir quando se está desesperançoso com o governo/mídia, o que torna o longa uma ótima opção para nós brasileiros.

 

Motivos para assistir V de Vingança:

1) História atemporal e bem elaborada;

2) Mensagem do filme;

3) Atuação de Hugo Weaving;

4) Figurino impecável;

5) Trilha sonora.

Posted in Filmes by Carlos Eduardo Hock Selhorst on 19/Maio/2009

Não sou o tipo de cara que é vidrado filmes de ação. Não que eu não goste, curto bastante. Mas é que as tramas de ação sempre se parecem iguais. Wanted, ou O Procurado, como é chamado no Brasil, não foge do que eu disse. É apenas mais um filme do gênero que segue os mesmos clichês de seus antecessores. Faz algum tempo que resolvi não colocar mais textos sobre filmes que eu não gostei, mas apesar de toda a semelhança com outros filmes de ação, O Procurado tem um detalhe que o diferencia entre os demais.

Bote de lado por um momento o fato de esse filme ter Angelina Jolie, Morgan Freeman e James McAvoy no elenco. Esqueça também as balas fazendo curva, a meleca que acelera a cura de ferimentos e os corações acelerados. O que manda muito bem nesse filme mesmo é a edição e a qualidade das cenas de perseguições, tiroteios e afins. É isso que faz o filme do diretor Timur Bekmambetov se destacar dos demais. A qualidade das cenas de ação é impressionante: efeitos especiais muito bem executados, coreografias bem elaboradas e um ritmo frenético. Essa combinação, para mim, salvou o filme e o faz merecer essa indicação.

Posted in Filmes by Carlos Eduardo Hock Selhorst on 18/Maio/2009

Pensei em várias formas de começar a escrever essa dica de filme, mas nenhuma me pareceu boa ou honesta. Decidi então começar do mais simples, começar de uma vez de qualquer forma, pois o importante aqui não é o que eu acho ou deixo de achar sobre um filme, mas sim passar a mensagem de que o filme que posto aqui é uma indicação minha para todos.
Não sou de ficar vidrado em filmes badalados pela mídia. Na verdade, na maioria das vezes, isso me desanima para assisti-lo na telona. Me critico duramente por isso, pois foi assim que perdi a oportunidade assistir no cinema filmes que considero muito bons. Mas isso é algo que não vem ao caso nesse momento.
Ok, vamos ao que interessa de fato: Slumdog Millionaire, ou como foi divulgado  no Brasil, Quem Quer Ser Um Milionário?. Após muito tempo de espera, encubando coragem de apreciá-lo, tomei vergonha na cara e dei o play. Um pouco cético com relação às inúmeras críticas favoráveis da mídia especializada, mas de cabeça aberta para que o filme me surpreendesse. E não é que eu estava enganado. Eu que me achava preparado para encarar a trama baseada na vida de um pequeno garoto indiano que entra em um programa a fim de ganhar um prêmio milionário estava completamente enganado. 
O roteiro, de longe, não tenta ir contra a velha fórmula de histórias da infância, amores frustados, gana de vitória e vilões sem escrúpulos. Nada disso seria novo se não fosse a maneira como a história é contada. A narrativa ágil e muito bem articulada é de fazer os olhos brilharem e uma lágima cair pelo canto do olho. Repito o que eu disse acima: eu não estava preparado para ver o que vi.
Enfim, a trama desenvolvida por Simon Beaufoy e Vikas Swarup decorre ao longo das 2 horas do filme de maneira frenética, envolvente e bem costurada. Não consegui me conter de torcer pelo jovem Jamal ao longo do filme e realmente me emocionei quando chegou o final, até o segundo final, no ápice dessa poesia em movimento que é Slumdog Millionaire. Não entendo e não aceito se alguém disser que o filme não impressionou ou não emocionou alguém. Quem falar isso, com certeza está mentindo!
Não posso falar da atuação de um ou outro ator. Desculpem-me, mas é que durando o filme aparecem tantos atores, mas tantos atores, que realmente só poderia ter sido filmado na Índia. Aliás, quem pensa que por ser um filme “indiano” estará repleto de danças ao acaso como a novela global das 8, tire seu cavalinho da chuva. Ou melhor, espere até os créditos finais, onde os atores fazem uma dancinha que passa longe daquela folia da casa de Opache. Ah, o figurino, locações, fotografia e edição também são um show a parte. Impossível descrever.
O que falar da direção? Seria como “chover no molhado”. Slumdog Millionaire faz justiça à reputação de Danny Boyle e abrilhanta ainda mais a coleção de sucessos dirigidos ao longo de sua vida. Certamente esse filme deve ocupar um espaço especial entre maravilhas como 28 Days Later e Trainspotting. E digo mais: Qualquer outro diretor, sem sombra de dúvidas, não teria feito de Quem Quer Ser Um Milionário? a linda obra de arte que é. E tenho dito!

Pensei em várias formas de começar a escrever essa dica de filme, mas nenhuma me pareceu boa ou honesta. Decidi então começar do mais simples, começar de uma vez de qualquer forma, pois o importante aqui não é o que eu acho ou deixo de achar sobre um filme, mas sim passar a mensagem de que o filme que posto aqui é uma indicação minha para todos.

Não sou de ficar vidrado em filmes badalados pela mídia. Na verdade, na maioria das vezes, isso me desanima para assisti-lo na telona. Me critico duramente por isso, pois foi assim que perdi a oportunidade assistir no cinema filmes que considero muito bons. Mas isso é algo que não vem ao caso nesse momento.

Ok, vamos ao que interessa de fato: Slumdog Millionaire, ou como foi divulgado no Brasil, Quem Quer Ser Um Milionário?. Após muito tempo de espera, encubando coragem de apreciá-lo, tomei vergonha na cara e dei o play. Um pouco cético com relação às inúmeras críticas favoráveis da mídia especializada, mas de cabeça aberta para que o filme me surpreendesse. E não é que eu estava enganado. Eu que me achava preparado para encarar a trama baseada na vida de um pequeno garoto indiano que entra em um programa a fim de ganhar um prêmio milionário estava completamente enganado. 

O roteiro, de longe, não tenta ir contra a velha fórmula de histórias da infância, amores frustados, gana de vitória e vilões sem escrúpulos. Nada disso seria novo se não fosse a maneira como a história é contada. A narrativa ágil e muito bem articulada é de fazer os olhos brilharem e uma lágima cair pelo canto do olho. Repito o que eu disse acima: eu não estava preparado para ver o que vi.

Enfim, a trama desenvolvida por Simon Beaufoy e Vikas Swarup decorre ao longo das 2 horas do filme de maneira frenética, envolvente e bem costurada. Não consegui me conter de torcer pelo jovem Jamal ao longo do filme e realmente me emocionei quando chegou o final, até o segundo final, no ápice dessa poesia em movimento que é Slumdog Millionaire. Não entendo e não aceito se alguém disser que o filme não impressionou ou não emocionou alguém. Quem falar isso, com certeza está mentindo!

Não posso falar da atuação de um ou outro ator. Desculpem-me, mas é que durando o filme aparecem tantos atores, mas tantos atores, que realmente só poderia ter sido filmado na Índia. Aliás, quem pensa que por ser um filme “indiano” estará repleto de danças ao acaso como a novela global das 8, tire seu cavalinho da chuva. Ou melhor, espere até os créditos finais, onde os atores fazem uma dancinha que passa longe daquela folia da casa de Opash. Ah, o figurino, locações, fotografia e edição também são um show a parte. Impossível descrever.

O que falar da direção? Seria como “chover no molhado”. Slumdog Millionaire faz justiça à reputação de Danny Boyle e abrilhanta ainda mais a coleção de sucessos dirigidos ao longo de sua vida. Certamente esse filme deve ocupar um espaço especial entre maravilhas como 28 Days Later e Trainspotting. E digo mais: Qualquer outro diretor, sem sombra de dúvidas, não teria feito de Quem Quer Ser Um Milionário? a linda obra de arte que é. E tenho dito!

Posted in Filmes by Carlos Eduardo Hock Selhorst on 17/Maio/2009

Sem grandes expectativas adquiri uma cópia do filme The Wrestler, ou O Lutador (título no Brasil). E foi sem grandes expectativas que ao dar uma checada em trechos do filme, como sempre faço com qualquer outro (dou o play e adianto para algumas partes a fim de sondar o terreno antes de vê-lo por completo). Foi aí que me deparei com algo com o qual não esperava, uma fotografia excelente. Claro que o fato de eu ter uma cópia do longa em Blue Ray ajudou, mas não era isso. Não era apenas uma qualidade de imagem, mas sim uma bela combinação de tons e cores que enxeram os meus olhos e me fizeram pensar: “Putz, esse eu vou ter que ver!”.
Mas como faço em todo filme que me empolgo em assistir, não poderia vê-lo de imediato. Acho que cada filme tem uma hora certa de ser assistido. Uma combinação de tempo livre, condições climáticas e estado emocional. Funciona para mim. Claro que não assisto filmes apenas dessa maneira. Quando eu me interesso por longa com antecedência, curto pegar uma fila em um shopping lotado e conferi-lo na telona, com um som potente e sem nenhuma interferência do mundo.
Mas esse não foi o caso, pois só me interessei pelo O Lutador após sair de cartaz. Apesar de ser um fã do Darren Aronofsky, diretor do filme, e dos vários prêmios que arrebatou em festivais pelo mundo, nada disso adiantou para me levar ao cinema. Uma pena! Mas eis que o dia chegou: um dinal de tarde de um sábado entediante e frio.
Esquecendo um pouco da fotografia da película em questão, mesmo porque qualquer descrição que eu tente fazer vai me soar injusta, o drama da vida de Randy ‘The Ram” Robinson, experiente atleta de Luta Livre, vale uma medalha de ouro para a forma com que é apresentada ao público durante os 111 minutos de filme.  A ascensão do atleta no esporte, mostrada de forma rápida logo no início do longa dá lugar a história da decadência na carreira de Randy. Como todo bom drama que se preze, amores platônicos, desilusão no relacionamento familiar e a frustração de não pertencer ao mundo real estão presentes na trama.
Como e não bastasse ter um bom roteiro e uma excelente fotografia, Darren dá um show de direção e Mickey Rourke esbanja talento ao incorporar o musculoso (e deformado) Randy. Tudo está realmente impecável em O Lutador. Rourke, que por sinal aprendeu direitinho boa parte dos movimentos coreografados da Luta Livre, simplesmente se superou neste filme. Não consigo imaginar outro ator que poderia se encaixar nesse papel com a perfeição que o ator alcançou. Bato palmas a ele sem vergonha nenhuma de dizer que foi perfeito.
Ah! Seria uma injustiça da minha parte não mencionar Marisa Tomei, que deu vida à Cassidy, stripper de meia idade pela qual Randy tem um amor semi-correspondido. Tomei se entrega ao personagem de uma maneira ímpar, rendendo ao público excelentes cenas de dança erótica e a fiel emoção de que ela vive em uma corda bamba entre a ética de seu trabalho e a queda que tem por Randy. Cenas sensuais, mas feitas de uma forma tão bela que nem por um momento caem para o lado da vulgaridade.
Enfim, O Lutador é um filme para ser apreciado e não apenas assistido.  Um filme de uma beleza impressionante. Uma pedra bruta transformada em um belo diamante nas mãos de Aronofsky que em nada deve aos sensacionais Pi e Réquiem Por Um Sonho.

Sem grandes expectativas adquiri uma cópia do filme The Wrestler, ou O Lutador (título no Brasil). E foi sem grandes expectativas que ao dar uma checada em trechos do filme, como sempre faço com qualquer outro (dou o play e adianto para algumas partes a fim de sondar o terreno antes de vê-lo por completo). Foi aí que me deparei com algo com o qual não esperava, uma fotografia excelente. Claro que o fato de eu ter uma cópia do longa em Blue Ray ajudou, mas não era isso. Não era apenas uma qualidade de imagem, mas sim uma bela combinação de tons e cores que enxeram os meus olhos e me fizeram pensar: “Putz, esse eu vou ter que ver!”.

Mas como faço em todo filme que me empolgo em assistir, não poderia vê-lo de imediato. Acho que cada filme tem uma hora certa de ser assistido. Uma combinação de tempo livre, condições climáticas e estado emocional. Funciona para mim. Claro que não assisto filmes apenas dessa maneira. Quando eu me interesso por longa com antecedência, curto pegar uma fila em um shopping lotado e conferi-lo na telona, com um som potente e sem nenhuma interferência do mundo.

Mas esse não foi o caso, pois só me interessei pelo O Lutador após sair de cartaz. Apesar de ser um fã do Darren Aronofsky, diretor do filme, e dos vários prêmios que arrebatou em festivais pelo mundo, nada disso adiantou para me levar ao cinema. Uma pena! Mas eis que o dia chegou: um dinal de tarde de um sábado entediante e frio.

Esquecendo um pouco da fotografia da película em questão, mesmo porque qualquer descrição que eu tente fazer vai me soar injusta, o drama da vida de Randy ‘The Ram” Robinson, experiente atleta de Luta Livre, vale uma medalha de ouro para a forma com que é apresentada ao público durante os 111 minutos de filme.  A ascensão do atleta no esporte, mostrada de forma rápida logo no início do longa dá lugar a história da decadência na carreira de Randy. Como todo bom drama que se preze, amores platônicos, desilusão no relacionamento familiar e a frustração de não pertencer ao mundo real estão presentes na trama.

Como e não bastasse ter um bom roteiro e uma excelente fotografia, Darren dá um show de direção e Mickey Rourke esbanja talento ao incorporar o musculoso (e deformado) Randy. Tudo está realmente impecável em O Lutador. Rourke, que por sinal aprendeu direitinho boa parte dos movimentos coreografados da Luta Livre, simplesmente se superou neste filme. Não consigo imaginar outro ator que poderia se encaixar nesse papel com a perfeição que o ator alcançou. Bato palmas a ele sem vergonha nenhuma de dizer que foi perfeito.

Ah! Seria uma injustiça da minha parte não mencionar Marisa Tomei, que deu vida à Cassidy, stripper de meia idade pela qual Randy tem um amor semi-correspondido. Tomei se entrega ao personagem de uma maneira ímpar, rendendo ao público excelentes cenas de dança erótica e a fiel emoção de que ela vive em uma corda bamba entre a ética de seu trabalho e a queda que tem por Randy. Cenas sensuais, mas feitas de uma forma tão bela que nem por um momento caem para o lado da vulgaridade.

Enfim, O Lutador é um filme para ser apreciado e não apenas assistido.  Um filme de uma beleza impressionante. Uma pedra bruta transformada em um belo diamante nas mãos de Aronofsky que em nada deve aos sensacionais Pi e Réquiem Por Um Sonho.