Lista da Semana

Posted in Filmes by Carlos Eduardo Hock Selhorst on 26/Junho/2007

Como sempre, programei uma lista de filmes que vou assistir essa semana.

Knallhart – [ Alemanha]

Idiocracy – [EUA]

H6 Diário de um Assassino – [ Espanha]

Karaula – [ co-produção de Croácia, Bósnia Herzegovina, Macedônia, Eslovenia, Sérvia, Grã-Bretanha, Hungria, Áustria e França ]

Assim que assistir coloco os comentários sobre esses filmes.

Experiências

Posted in Videos by Carlos Eduardo Hock Selhorst on 25/Junho/2007

Há um tempo faço experiências na área multimídia, uma delas são os vídeos feitos com fotografias. No momento estou produzindo um novo, porém dois estão prontos e colocados no YouTube há algum tempo. Não viu ainda?

Monster’s Drama (o primeiro e serviu de teste)

3 hit combo! – trilha sonora para andar na rua (videoclipe produzido para a banda 3 hit combo!)

Enjoy.

Onde é que erramos?

Posted in Filmes by Carlos Eduardo Hock Selhorst on 16/Junho/2007

Dediquei um tempo dessa semana para assistir dois filmes estrangeiros, nem brasileiros nem estadunidenses. Tratam-se de um filme da Coréia do Sul e outro da Hungria.

O primeiro que assisti foi o The Host, ou O Hospedeiro, no Brasil. Trata-se de um filme sul-coreano de terror sobre um bagre mutante. Isso mesmo! Um bagre. Não sei como é a cultura naquele país, portanto não sei avaliar se as atitudes dos personagens, levando o drama pessoal a um ponto cômico, é normal ou não. Confesso que não entendi se é um filme de terror mesmo ou de comédia, mas não é essa a questão.

O filme tem uma fotografia muito boa, boas locações e cores. Os efeitos especiais também são bons. De longe não podem ser comparados a nenhum filme brasileiro, pois está alguns anos a frente dos nossos efeitos. Vale a pena conferir o filme para conhecer um pouco do cinema daquele país e seus efeitos especiais.

Tem uma cena no trailer que considero uma das melhores do filme: A hora em que o monstro captura a filha do personagem principal. A cena foi feita em slow motion dando mais peso a cena. Bela tacada dos coreanos. Aparentemente o filme será lançado no Brasil em DVD, sem estrear nos cinemas.

Confira o trailer de O Hospedeiro:

O segundo filme, intitulado Taxidermia, é um filme húngaro e foi o que mais me chamou a atenção. É um longa complexo, cheio de contextos e de jogos de câmeras que eu nunca tinha visto no cinema. É simplesmente brilhante! O filme é baseado no trabalho do escritor húngaro Lajos Parti Nagy.

Trata-se da história de três gerações de uma família narrada em um filme de três partes. Na primeira mostra o avô, um militar de segundo escalão que trabalha para um homem rígido e sem papas na língua. Por fim, ele transa com a mulher do patrão e dessa relação nasce um filho, que é criado como se fosse do chefe. O tema desse trecho do filme é sexo. A segunda parte trata do filho, competidor húngaro na “comida esportiva”, uma espécie de olimpíadas de comedores. Trata-se da gula. Por fim, a terceira parte é sobre morte e mostra o filho do competidor, um taxidermista. É uma pessoa magra, que vive repimido em função do pai.

Nesse filme vale mencionar tudo! Efeitos especiais, fotografia, trilha sonora, atuação, figurino e roteiro. É uma obra surreal e fantástica, que nos intriga e irritam, fazedo este longa se transformar em uma preciosidade filmatográfica. Recomendo a quem tem bom estômago. Destaco a cena em que mostra o ciclo de uma simples banheira, pontuando suas utilidades para aquela família húngara. Os efeitos e o jogo de câmera são fenomenais!

A trilha sonora do filme é assinada por Amon Tobin, nascido no Rio de Janeiro. O filme foi sensação no último Festival de Cannes e foi exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Provavelmente não será distribuido comercialmente no Brasil, mas pode-se achá-lo na internet.

Confira do trailer de Taxidermia:

Após assistir esses filmes me pergunto: Onde é que erramos em relação aos efeitos especiais?

Releitura de “Os três porquinhos”

Posted in Clássicos da Literatura by Carlos Eduardo Hock Selhorst on 11/Junho/2007

Capítulo 6 (Final) – O encontro

Jorge estava bem na floresta. montou um esquema de tráfico de drogas altamente organizado. Recutou lebres para o serviço de entrega de drogas a domicílio. Os ratos eram seus laranjas e até mesmo o Leão, cherife da floresta, trabalhava para ele em troca de uma carreira de pó diária. Isso garantia ao lobo imunidade. Tudo era uma beleza. Enfim, após anos difíceis na cidade grande, Jorge podia descansar.

O único inconveniente era um porco chamado Otávio. Ele era uma pedra no sapato, pois nunca pagara suas dívidas para com Jorge. Apesar de durão, Jorge tinha um bom coração. Além de proteger seus lacraios e os moradores de sua favela florestal, sempre dava um jeito de garantir aos devedores um pouco mais de tempo para pagar suas dívidas. Porém já se passavam 3 anos que Otávio devia para o lobo e ele já não tinha mais paciência para lidar com o porco.

Pessoalmente foi a maloca de Otávio para receber o dinheiro, ou se livrar de vez daquele empecilho.

- Otávio, já é ou já era? Quero minha grana ou te faço de bisteca. Você decide.

- Poxa Jorge, só mais um prazo, é tudo o que eu te peço. Ah, e mais umas pedrinhas de crack. Sabe como é… Careta eu não consigo nem pensar direiro.

Otávio dá uma fungada antes de Jorge falar:

- Seguinte, eu sou um cara legal. To vendo aqui nessa foto na parede que tu tem irmão.
- Sim sim! Eles quase nem falam comigo. São donos da Olaria Öihnk.
- Ah é? Por que não disse antes que tu tinha parentes ricos?
- É que eu sofro de perda de memória poxa…

- Eu to querendo expandir meus negócios. Tratar com drogados dá lucro, mas enche o saco. Eu tava pensando em um negócio e a olaria pode vir a calhar.

Enquanto Jorge falava, Otávio fungou mais uma vez:

- O negócio é o seguinte: tu vai fazer uma visitinha pros teus irmãos ingratos, vai matar os dois, cortar os corpos em postas, temperar e trazer pra mim. Eu sou chegado em carne de porco. Daí quando você receber a herança você vai pagar sua dívida, passar o comando da empresa pra mim e pra não dizer que sou ganancioso, te dou 3 pedras de crack por dia pra tu ficar de boa. O que você acha?

- Cara, se tu me der três pedras agora, eu faço o serviço essa noite mesmo. Preciso ficar doidão. To na fissura há 3 dias.
- Feito.

Antes de sair, Jorge dá para Otávio as 3 pedrinhas de crack, como combinado e completa:

- Se amanhã eu não ler no jornal que seus irmãos viraram presunto, tu vai virar toucinho, ok?
- Sim sim sim. (Disse Otávio já procurando uma lata de refrigerante pra fazer um cachimbo)

Dito e feito. Naquela noite Otávio fumou o seu cachimbinho turbinado e aniquilou os seus irmãos. Após matá-los, cortou em pedaços e tirou os ossos. Entregou tudo para Jorge, que a noite comemorou a aquisição da Olaria Öihnk com uma bela churrascada de porco. Otávio participou da festa, chapado como de costume.

E a vida continuou na floresta seguindo a ordem da seleção natural, onde somente os mais fortes sobrevivem.

Releitura de “Os três porquinhos”

Posted in Clássicos da Literatura by Carlos Eduardo Hock Selhorst on 8/Junho/2007

Capítulo 5 – Hermes

Hermes era o mais trabalhador de todos os porquinhos. Nunca houve no mundo um porco tão trabalhador quanto ele. Ralava fazia chuva ou sol, das 8 da manhã as 8 da noite. Tratava o trabalho como prioridade na vida e fazia de tudo para ficar cada vez mais rico.

Gostava de sua família, apesar de ter brigado com Otávio após três tentativas frustradas de mandá-lo para uma clínica de reabilitação de viciados em drogas. Mesmo assim deixou claro que quando Otávio largasse os entorpecentes ele o ajudaria com muito gosto.

A sociedade com Fausto, foi só um pretexto para ajudá-lo, pois sempre soube que mais cedo ou mais tarde ele acabaria se acabando em dívidas devido ao seu consumismo exacerbado. A vida de Hermes era dura, mas colhia frutos de seu trabalho e com ele garantiu segurança e conforto.

Capítulo final no próximo post…